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Hipnose é opção terapêutica junho 13, 2010

Posted by conscienciaalterada in Hipnose, Transtornos mentais.
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A hipnose é um modo de indução do transe, um estado alterado de consciência induzido de modo gradual e por etapas, por meio de métodos e técnicas  que visam a modificação gradual da atenção. Técnicas que envolvem por exemplo: a fixação do olhar; sugestões verbais; indução de relaxamento ou visualizações; concentração de foco de atenção; por vezes aliadas a recursos ópticos como pêndulos, movimentos com as mãos, luzes e aparelhos eletrônicos.

Durante este processo, o grau de suscetibilidade à hipnose é medido pela capacidade do paciente em desconectar sua consciência do mundo exterior e se concentrar em experiências sugeridas pelo hipnólogo. Quanto maior for essa capacidade, maior será a possibilidade do paciente desenvolver os fenômenos hipnóticos sugeridos, dentre os quais pode-se destacar: amnésia total ou parcial de experiências traumáticas, anestesia, analgesia, relaxamento e redução do estresse, auxílio ao aprendizado,  e alteração de respostas fisiológicas.

Embora durante a indução hipnótica freqüentemente se utilizem expressões como “durma” e “sono”, isso é feito porque tais palavras criam a disposição correta para o aparecimento do transe. Traçados eletroencefalográficos de pacientes em transe, mesmo profundo, aparentemente adormecidos, revelam ondas alfa características do estado de vigília relaxada. O paciente percebe claramente o que ocorre à sua volta, e pode relatá-lo.

Não se sabe ainda concretamente como a hipnose altera as funções cerebrais. Uma das teorias mais aceitas é que ela afetaria os mecanismos da atenção, em um sistema de transmissão cerebral chamado sistema ativador reticular ascendente (SARA). Localizado principalmente no mesencéfalo, o SARA está envolvido em processos como o ciclo sono-vigília e a filtragem de estímulos sensoriais para discriminar entre estímulos relevantes e estímulos irrelevantes.

A parte mais importante da indução hipnótica se denomina rapport, que pode ser definido como uma relação de confiança e cooperação entre o hipnólogo e o paciente. Qualquer violação desta relação com sugestões ofensivas à integridade do paciente resultaria em interrupção imediata e voluntária do estado de transe por parte do mesmo. Infundado, portanto, o temor de revelar segredos contra a vontade ou praticar atos indesejados. Da mesma forma, a crença de que se pode morrer em transe ou não mais acordar é meramente folclórica e não corresponde à realidade. Um paciente “esquecido” pelo hipnólogo sairia espontaneamente do transe ou passaria deste para sono fisiológico em poucos minutos.

Alguns especialistas afirmam que toda hipnose é, afinal, auto-hipnose, pelo fato de depender precisamente da aquiescência ou consentimento daquele que deseja ou, pelo menos, concorda com ser hipnotizado. Quando um hipnólogo induz um transe hipnótico, estabelece uma relação ou comunicação muito estreita com o hipnotizado. Isso, de fato, é essencial para o sucesso da hipnose.

TRATAMENTO DE TRANSTORNOS MENTAIS

Em princípio, qualquer disfunção suscetível de psicoterapia, é tratável com hipnoterapia. Ansiedade, pânico, fobias, depressão, memórias traumáticas, insônia, disfunções sexuais, transtornos alimentares (anorexia, bulimia, obesidade), distúrbios da fala (principalmente gagueira),  e variadas outras sintomatologias, principalmente de origem psicossomática.

Saiba mais em:

Grupo de estudos de hipnose – Departamento de Psicobiologia da UNIFESP

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